segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Policiais e bombeiros fazem protesto no Rio e ameaçam entrar em greve

 

Bombeiros e policiais civis e militares realizaram, neste domingo, uma manifestação na praia de Copacabana, zona sul do Rio de Janeiro.

Segundo o Sinpol-RJ
(Sindicato dos Policiais Civis do Estado do Rio de Janeiro), as categorias reivindicam melhores condições de trabalho e reajuste salarial.

DF: Policiais e Bombeiros Militares estão com assembléia marcada

Policias e bombeiros militares do DF ainda não iniciaram negociações quanto às suas demandas para este ano, mas já estão com assembleia marcada para o dia 15 de fevereiro. Segundo os organizadores do evento a proposta a ser apresentada à tropa, e que será objeto de negociações, deverá estar pronta até o início do próximo mês. O que se pode adiantar é que a prioridade dos pedidos deverá focar na reposição salarial com o mesmo índice de reajuste do fundo constitucional, este ano foi de 18%, e o envio imediato da proposta de alterações na carreira, lei 12086/09.

A estratégia dos militares do DF é realizar uma primeira mobilização onde será proposto a chamada
"paralisação branca" , e na segunda mobilização, prevista para 9 de março, a paralisação das atividades.

Fonte: Blog Rede Democrática PMDF - 27.01.2012

DF: Policiais e Bombeiros Militares estão com assembléia marcada

Policias e bombeiros militares do DF ainda não iniciaram negociações quanto às suas demandas para este ano, mas já estão com assembleia marcada para o dia 15 de fevereiro. Segundo os organizadores do evento a proposta a ser apresentada à tropa, e que será objeto de negociações, deverá estar pronta até o início do próximo mês. O que se pode adiantar é que a prioridade dos pedidos deverá focar na reposição salarial com o mesmo índice de reajuste do fundo constitucional, este ano foi de 18%, e o envio imediato da proposta de alterações na carreira, lei 12086/09.

A estratégia dos militares do DF é realizar uma primeira mobilização onde será proposto a chamada
"paralisação branca" , e na segunda mobilização, prevista para 9 de março, a paralisação das atividades.

Fonte: Blog Rede Democrática PMDF - 27.01.2012

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

MAPA DAS GREVES PMs E BMs DO BRASIL

O site Policial BR divulgou mapa das greves e manifestações de polícias e bombeiros militares pelo Brasil.
 

O MÊS DE FEVEREIRO DEVE SER MARCADO POR MOBILIZAÇÕES DE POLICIAIS

O mês de fevereiro vai ser marcado por articulações de policiais civis e militares, além dos bombeiros militares, para pressionar a votação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 300/2008, a PEC dos policiais, que visa a estabelecer piso salarial nacional para as categorias. A PEC 300, que foi apensada à PEC 446/2009, foi aprovada em primeiro turno em 2010 na Câmara dos Deputados e até hoje não foi votada em segundo turno.
Representantes do Estado devem se juntar membros da Confederação Brasileira dos Policiais Civis (Cobrapol) no dia 10 de fevereiro para uma reunião com o governo federal em torno da PEC 300. Depois de votado em segundo turno, o texto da PEC segue para revisão no Senado, o que pode demandar tempo para a conclusão do texto final que deve seguir para sanção presidencial.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

POLICIAIS E BOMBEIROS MILITARES ACEITA M PROPOSTA DO ESTADO E SUSPENDEM A GREVE.


  
Após mais de 10 horas de negociação direta e transparente com o funcionalismo público, o Governo do Estado evitou nesta quinta-feira, 19, a paralisação da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar do Estado.
A reunião aconteceu desde o fim da manhã no Centro Integrado de Governo (CIG), no centro da capital.
O governo concedeu ainda intersídio de 5% para os praças, ganho de 70% sobre a gratificação de risco de vida e ganho real de 7%. Também ficou definida a permanência da mesa de negociação com a categoria, a fim de discutir outras reivindicações dos militares do Estado, como o prazo de implantação da jornada de trabalho para 40 horas semanais; o adicional de interiorização e o auxílio fardamento para cabos e soldados, além de mais 30% na gratificação por risco de vida. Todas essas reivindicações serão discutidas na mesa de negociação, considerando sempre as condições financeiras do Estado.
Com a aceitação das propostas, dois projetos de lei devem ser encaminhados ainda em fevereiro para a Assembleia Legislativa do Pará (Alepa). Uma pretende estabelecer o valor do adicional de interiorização de acordo com a região do Estado na qual está locado o militar. O outro projeto será para viabilizar a recompensa salarial dos oficiais militares, visto que a Lei atual permite aumento compulsório a partir de janeiro apenas para os praças.

A categoria aceitou as propostas apresentadas pelo governo, que concedeu reajustes que variam de 18% a 26% aos salários dos policiais militares, a partir de fevereiro.
O comandante da PM ressaltou que não haverá retaliações, perseguição ou punição aos policiais que estavam à frente das negociações com o governo. “Não há nenhuma informação sobre atos que descumprissem com a ordem. Por isso não haverá retaliações, muito menos perseguição de nenhum dos que estavam envolvidos no movimento de paralisação”, destacou o coronel Daniel.
O cabo Francisco Xavier, que estava a frente das negociações, comemorou o resultado do esforço coletivo feito pelo Estado e toda a categoria para que se chegasse a um consenso. “Quando entramos nessa briga foi para ganhar, e nós ganhamos. O Governo esteve o tempo todo aberto para negociações e nós não podíamos perder esta oportunidade. Essa é uma luta que só começou, nós vamos continuar dialogando com o Estado, que está nos respeitando enquanto profissionais, buscando a nossa dignidade”, destacou.
Quem também acompanhava a negociação era o vice-presidente da Associação Nacional dos Policiais Militares, Jeoás Santos. Ele afirmou que a maturidade do governo paraense permitiu uma negociação sem que a categoria precisasse anunciar a paralisação geral, e reforçou que postura como a do Pará não foi vista em outros Estados que enfrentaram a greve dos militares. “A categoria paraense contou com a maturidade do Governo, que está aberto ao diálogo, trabalhando de forma integrada para que os funcionários sejam valorizados”, pontuou o vice-presidente.

Aumento

Veja a tabela de aumento dos militares, por patente, de acordo com o novo aumento:
Soldado: de R$ 1.905,50 para R$ 2.253,20
Cabo: de R$ 2.021,52 para R$ 2.434,61
Terceiro Sargento: de R$ 2.168,94 para R$ 2.635,13
Segundo Sargento: de R$ 2.439,16 para R$ 2.952,14
Primeiro Sargento: de R$ 2.569,12 para R$ 3.107,75
Subtenente: de R$ 2.726,82 para R$ 3.344,39
Valorização – Para Alice Viana, as propostas feitas à categoria representam a retomada de uma política iniciada em 2005, na primeira gestão do governador Jatene, mas que nos últimos quatro anos havia sido esquecida. “Trata-se da valorização da categoria sobre patamares acima da inflação. Este enorme esforço irá contabilizar em um acréscimo de quase R$ 32 milhões na folha de pagamento do Estado. Mas além desse aumento, eles conquistaram a mesa permanente de negociações, que possibilitará novos ganhos para categoria”, ressaltou a secretária, que informou que até segunda-feira (23) deverá ser publicado no Diário Oficial um decreto oficializando a mesa de negociações.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

POLÍCIA MILITAR E BOMBEIROS DE GREVE NO ESTADO DO PARÁ

Mesmo com a decisão tomada em assembleia geral, realizada ontem à noite, de transferir para a manhã de hoje a deliberação sobre uma possível greve da categoria, policiais militares e bombeiros iniciaram por conta própria uma paralisação em diversos pontos da cidade.
O movimento começou logo depois da assembleia, realizada em frente à Associação dos Policiais Militares da Reserva (Aspomire), na avenida Pedro Miranda, na Pedreira, que reuniu centenas de policiais e bombeiros.
Na Base da Polícia Militar do Tucunduba, onde ficam localizadas os comandos da 24ª, 11ª e 4ª ZPols, pelo menos seis veículos de ronda interativa estavam parados. Segundo os policiais, só seriam atendidos os casos de extrema gravidade.
No Quartel do Comando de Operações Especiais, de onde saem os homens e veículos da tropa de choque, canil e cavalaria, na avenida Alcindo Cacela, na Cremação, nenhum veículo estava sendo liberado. Os policiais colocaram cavaletes fechando a entrada do quartel e cruzaram os braços. Segundo os policiais, equipes da Força Nacional de Segurança já estavam sendo acionadas, ontem à noite.
Na frente da Seccional de São Brás pelo menos oito viaturas da ronda interativa estavam paradas, mas os policiais se dispersaram rapidamente com a chegada da equipe do DIÁRIO.
Segundo informações dos policiais, também já estavam parados o 6º Batalhão de Ananindeua, a 25ª ZPol de Benevides e o 21º Batalhão de Marituba. A decisão sobre a greve só deveria ser tomada no final de uma nova rodada de negociações marcada pelo governo para as 9h de hoje, no Centro Integrado do Governo (CIG), na avenida Nazaré.
Em princípio, a categoria não aprova a proposta que o governo apresentou em reunião realizada, anteontem, de um aumento de 14,13% somente para os praças, deixando de fora os oficiais. Eles querem uma proposta só para todos. Segundo o supervisor técnico do Dieese-PA, Roberto Sena, que assessora a categoria, a proposta “tem que ser unificada de soldado a coronel. Politicamente não dá para pensar numa proposta que não abranja a todos”.
A categoria quer 100% de reajuste no soldo para repor perdas de 65%, desde 1995, segundo o Dieese. Outras reivindicações como o pagamento do adicional de interiorização, o aumento da gratificação de risco de vida de 50% para 100%, o aumento de 100% do auxílio moradia e creche e o fardamento no contracheque foram reivindicações que ficaram de ser analisadas depois de março. Os policiais também exigem coletes à prova de bala e melhorias nos alojamentos.
“O governo pagou para ver, eles não acreditavam que seríamos capazes de uma mobilização tão grande na capital e no interior”, afirmou o sargento Aelton Costa, um dos integrantes da coordenação do movimento. Segundo Jeoas Santos, da Associação Nacional dos Praças, o salário dos militares paraenses “é o 23º do país e o pior das regiões Norte e Nordeste”.
A categoria considerou como uma vitória a promessa do governo de publicar, amanhã, um decreto instituindo uma comissão de negociação salarial permanente para os policiais e bombeiros militares. O aumento proposto pelo governo somente aos praças elevaria os salários dos soldados em mais R$ 539.
NA ROÇA
“Se com a polícia nas ruas a gente já se sente inseguro, imagina agora com a greve... Estamos na roça”, disse, preocupado, o vendedor de lanches Divino dos Reis, 38, que trabalha no Paar, em Ananindeua, Região Metropolitana de Belém. No início da madrugada de hoje, policiais militares da 7ª Zona de Policiamento que cobrem a região do Paar entraram em greve e 15 viaturas estavam paradas na garagem da ZPol.
Um mototaxista, que não quis se identificar, contou que os assaltos iriam aumentar com a greve dos policiais. “Com a polícia, já é perigoso: há assaltos, homicídios, entre outras coisas. Agora sem a polícia na rua, vai piorar tudo de vez”, falou.
“Nós damos todo o nosso sangue, mas não somos respeitados. E ainda fomos ameaçados pelo comandante geral (coronel Daniel Borges Mendes) que falou que quem acatasse a greve, iria sofrer represálias depois que a gente voltasse para as ruas. Consequências estas que são transferências, dentre outras coisas”, disse um policial, que preferiu não se identificar.
Segundo o tenente-coronel PM Campos, “oito viaturas saíram da garagem para realizar rondas pela área de Ananindeua”. No município de Marituba, policiais do 21º B.P.M. também estavam parados e todas as viaturas recolhidas.
PM/PA terá o 8º maior salário do país
A Secretaria de Estado de Segurança Pública informou no final da noite de ontem que os batalhões da Polícia Militar sediados em Ananindeua, Marituba e Icoaraci estavam paralisados pela greve dos militares. O próprio secretário Luiz Fernandes Rocha mantinha contatos com os comandos desses batalhões, recebendo informações detalhadas sobre a paralisação.
Em nota oficial, a Secretaria de Segurança observou que, diante das reivindicações dos policiais militares, apresentou proposta de reajuste que eleva os salários dos soldados para R$ 2.128,80. “Com o reajuste, as tropas paraenses passarão a ter o oitavo maior salário pago a policiais militares no Brasil”, destaca.
Os policiais militares em greve estão ocupando os quartéis e as ZPol. Essa disposição foi manifestada pelo comando da greve a fim de não configurar abandono de posto. Com isso, os grevistas tentam evitar ser expulsos da corporação, como ocorreu em 1986 com cerca de 200 militares afastados de suas funções após greve durante o governo Hélio Gueiros.
Segundo a assessoria da Polícia, o secretário avalia com tranqüilidade a situação, não acreditando que o movimento se alastre pelos demais batalhões e nem comprometa a segurança pública em Belém. Fernandes considera que a disposição do governo em negociar com os militares não permitirá que a greve se amplie pelo Estado.
Além de acompanhar a greve parcial em contato permanente com o comandante da Polícia Militar, Daniel Mendes, Fernandes entrou em contato com o comando da Guarda Municipal, que disponibilizou todo o seu contingente para a segurança da
capital.
O mesmo ficou acertado com a Guarda Municipal de Ananindeua e a Polícia Rodoviária Federal. O delegado geral Nilton Athayde e o comandante do Policiamento da Capital, Hilton Benigno, saíram às ruas para monitorar a situação nos bairros.
O Ciop manteve seu funcionamento normal, bem como as tropas de missões especiais (Rotam, Choque, COE, Canil e Cavalaria) foram acionadas para fazer o policiamento nas ruas a partir das 22h de ontem.
Segundo a assessoria da Segup, o comando nacional da greve dos policiais participou das reuniões com autoridades do governo e teria destacado a boa vontade demonstrada pelo governo do Pará em negociar.
Nos bastidores, porém, a informação é de que o comando nacional estaria orientando os grevistas, a fim de evitar erros cometidos nas paralisações em outros Estados. Durante o dia, a mobilização para a greve foi organizada através de mensagens de SMS pelos telefones celulares e via redes sociais (Twitter, Facebook, Orkut). (Diário do Pará)
NOTA OFICIAL
Com relação às negociações para o reajuste salarial dos policiais e bombeiros militares, a Secretaria de Estado de Segurança Pública informou, em nota oficial, que “Dentro do limite que é possível oferecer sem ferir a Lei de Responsabilidade Fiscal, o Governo do Estado apresentou proposta de reajuste que eleva os salários dos soldados para R$ 2.128,80. Com o reajuste, as tropas paraenses passarão a ter o oitavo maior salário pago a policiais militares no Brasil”. A seguir, diz a nota, que “há uma clara disposição do governo em negociar com os militares por reconhecer a importância e a responsabilidade do trabalho desempenhado por estes servidores”. Por outro lado, diz ainda o documento, “apenas os batalhões de Icoaraci (10º), Marituba (21º) e Ananideua (6º) decidiram manter a paralisação de advertência, mesmo após a decisão tomada em assembleia de manter-se apenas em estado de greve até nova negociação”. Em dois batalhões, os de Icoaraci e Marituba, a paralisação já acabou, segundo a nota: “Durou poucas horas e o trabalho começou a ser retomado por volta de meia-noite”.
Em outro momento, segundo a Segup, “para evitar descontinuidade de policiamento e manter a segurança dos cidadãos nas áreas onde houve paralisação, a Polícia Civil foi deslocada para as ruas, junto com as Tropas de Missões Especiais da PM e com dez viaturas do Conselho de Segurança Pública do Meio Norte (Conen)”. Por fim, a Segup diz que “o Delegado Geral de Polícia Civil, Nilton Atayde, o Delegado Geral Adjunto, Riomar Firmino, o Comandante geral da Polícia Militar, coronel Daniel Borges Mendes e todos os comandantes de batalhões da Região Metropolitana de Belém também estão nas ruas para assegurar a tranquilidade da população”.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

REAJUSTE APRESENTADO PELA SEAD É RECEBIDO COM CAUTELA. GOVERNO TENTA SEPARAR REAJUSTE ENTRE PRAÇAS E OFICIAIS. ASSOCIAÇÕES UNIDAS NÃO ACEITAM DIVISÃO. MOVIMENTO A FAVOR DA GREVE CRESCE.


Depois da reunião de ontem, nenhum dos representantes deu respostas diretas sobre aceitar ou não o que foi posto pelo governo e todos foram unânimes em apontar que a decisão será uma responsabilidade da categoria, que vai acatar ou não as proposições do governo hoje em assembleia. "Só vamos decidir se entramos ou não em greve depois da assembleia de amanhã (hoje), na Aspomire", disse o militar do Corpo de Bombeiros e diretor da Aspom, Aelton Costa.
Aelton diz que a recusa em aceitar as reivindicações mais imediatas, como a questão do abono para risco de vida e o próprio pagamento do soldo para fardamento, deixaram a desejar para eles, representantes diretos da categoria na reunião. Outro ponto que não foi aceito pelos militares foi a negociação separada de praças e praças especiais dos oficiais. "Somos uma categoria só. Não vamos aceitar uma negociação separada. Vamos do soldado ao coronel e só acatamos uma decisão que vá beneciar todas as patentes", disse Aelton.
Sobre o reajuste escalonado, proposto pelo governo do Estado, Aelton afirmou que contempla uma das reivindicações, que era a volta da escalonamento, extinto em 2006, mas ainda está abaixo do que é pedido pela categoria, os 100% de reajuste para cobrir perdas históricas. Ele e os demais representantes das entidades da classe militar avaliaram como positiva a abertura do diálogo com a Sead.
DIÁLOGO
"Agora está havendo abertura para um diálogo, o que estava sendo negado até o ano passado para nós. Dessa forma poderemos chegar a um consenso que seja o melhor para todos", afirmou o representante da Aspon. Alice Viana comentou, ao final da reunião, que a intenção é entrar em acordo para que os militares sejam atendidos dentro dos limites da gestão estadual e evitar, assim, um movimento paredista que prejudique a população.
A pauta de reivindicação dos policiais e bombeiros é grande e está dividida em três, sendo que o primeiro item é a criação da mesa permanente de negociação. O segundo vem com cláusulas econômicas que vão do reajuste do salário ao cumprimento da lei de interiorização, pagamento do abono por tempo integral e dedicação exclusiva; reajuste do auxílio-alimentação, delimitação da carga horária de 40 horas semanais, promoções, dentre outras.
Os militares do Estado pedem ainda o kit de segurança, com colete balístico e arma para cada um dos policiais; alojamento digno masculino e feminino na capital e nas cidades do interior; viaturas em condições para trabalhar; fardamento completo de acordo com a lei; educação; auxílio-creche e a não retaliação dos representantes da categoria em negociação com o governo. 
 
fonte: Oliberal 

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

GOVERNO DISCUTE REAJUSTE: MILITARES REIVINDICAM REPOSIÇÃO DE 100% DAS PERDAS , MAIS 14% DE REAJUSTE EM FACE DO AUMENTO DO SALÁRIO MÍNIMO E AUMENTO PARA 100% DA GRATIFICAÇÃO DE RISCO DE VIDA.


O governo do Pará e servidores das polícias Civil e Militar devem iniciar, nesta semana, as negociações em torno da pauta de reivindicações do setor da segurança pública.
Hoje, às 16h, os titulares das secretarias de Segurança (Segup), Luiz Fernandes, e de Administração (Sead), Alice Viana, se reúnem com a associação dos praças. Na semana que vem, o encontro deve ser com o Sindicato dos Servidores Públicos da Polícia Civil (Sindpol/PA). A proposta a ser apresentada hoje pelo governo aos praças será avaliada em assembleia marcada para amanhã, às 18h. Caso não haja acordo, os militares não descartam uma paralisação. Entre os policiais civis, ainda não há indicativo de greve. Eles querem primeiro avaliar as propostas a serem apresentadas pelo governo. A expectativa é de que as negociações estejam concluídas em meados de fevereiro.
Os policiais civis reivindicam reajuste salarial de 63%. Eles enviaram ao Estado uma proposta em agosto do ano passado e aguardam uma posição. Segundo o presidente do Sindpol, Luiz Júnior, os policiais amargam perdas acumuladas há 14 anos.
O promotor militar Armando Brasil recebeu ontem cinco associações de militares, bombeiros e familiares dos policiais. As entidades apresentaram a reivindicação do setor e Brasil deve encaminhá-las por meio de ofício ao secretário de Segurança. “A ideia é intermediar um termo de Ajuste de Conduta (TAC)”, explica o promotor.
Os militares reivindicam reposição de 100% das perdas e mais 14% de reajuste. Também querem o pagamento de 100% do soldo a título de gratificação por risco de vida. Hoje o Estado paga apenas 50%. Querem também o pagamento da gratificação para os militares que vão atuar no interior, o que não ocorre desde 2005.
Ontem, o governo não se pronunciou sobre as reivindicações. Os titulares das secretarias de Administração e de Segurança ainda fazem os cálculos para avaliar que tipo de proposta poderá ser feita aos policiais a partir de agora, com a abertura das negociações.
Fonte: PEC300

ESTADO DO PARÁ PODE AMANHECER SEM POLICIAIS E BOMBEIROS. COMANDO DA PM DESCONHECE MOVIMENTO. POLICIAIS REIVINDICAM AUMENTO DE 100% DE PERDAS, MAIS 14% DO REAJUSTE DO SALÁRIO MÍNIMO E AUMENTO DE 50% PARA 100% DA GRATIFICAÇÃO DE RISCO DE VIDA.

O Estado pode amanhecer sem policiais e bombeiros militares já nesta semana, caso a categoria não chegue a um acordo com o Governo do Estado em relação a diversas reivindicações, entre elas 100% de reajuste das perdas salarais.
Segundo o cabo Edvaldo Xavier, presidente da Associação dos Cabos e Soldados da Polícia e Corpo de Bombeiros Militar do Pará, 'desde 2006 que os cabos e sargentos vêm sofrendo perdas quando há reajuste nos seus salários', comentou indignado.
Uma assembleia geral na próxima quarta-feira (18) deve decidir o futuro do movimento. 'Neste dia vamos discutir, além do reajuste salarial, o aumento da gratificação do risco de vida, o cumprimento da lei de interiorização, definição em lei da carga horária de trabalho e gratificação de dedicação exclusiva e tempo integral', citou Xavier.
Caso os militares não cheguem a um acordo com o Governo do Estado, uma greve pode atingir todo o Pará ainda esse mês. 'Se nada for decidido, pelo menos 13 mil policiais militares devem parar em todo o Estado', alertou o cabo. Somente a Polícia Militar do Pará conta hoje com cerca de 14 mil policiais em todo o Estado.
Outro lado - Por telefone, a assessoria da Polícia Militar afirmou ao Portal ORM que ainda não há nenhuma informação oficial sobre greve da categoria. A assessoria informou ainda que o comandante geral da Polícia Militar, ainda não foi procurado por nenhuma das oito associações que fazem parte do comando de greve para tratar sobre o assunto.
A assessoria lembrou, no entanto, que, de acordo com a Constituição Brasileira de 1988, 'ao militar são proibidas a sindicalização e a greve', por isso, não há lei específica que obrigue que permaneça um efetivo mínimo de policiais nas ruas, caso o movimento seja deflagrado.
Mudanças - No último dia 6 de janeiro, o Governador do Estado, Simão Jatene, trocou o comando da PM. O coronel Daniel assumiu o cargo antes ocupado pelo coronel Mário Solano. Três dias após sua posse, o coronel anunciou os nomes dos novos gestores das unidades da PM em todas as regiões do Estado, além de ter divulgado quais as próximas ações da Polícia Militar enquanto estiver no cargo.
Sobre o atual número de policiais, o comandante geral ressaltou que o governor realizará concurso público neste ano, para ampliar o quadro com mais de 2 mil militares.

Fonte: PEC300 


sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

CRESCE MOVIMENTO A FAVOR DA GREVE DA PM NO ESTADO DO PARÁ: MEMBRO DO MINISTÉRIO PÚBLICO MILITAR ESTADUAL FALA DE PRISÃO À POLICIAIS E ASSOCIAÇÕES CONTESTAM. COMANDO DE GREVE NACIONAL É ACIONADO.

Membro do Ministério Público Militar Estadual, concede entrevista à TV Liberal, rebatendo a iminente paralisação da Polícia Militar do Estado do Pará com declarações de prisão para militares que aderirem ao movimento grevista, perfazendo, assim, uma interpretação literal do previsto na legislação castrense. 

Membros de Associações rechaçam que está sendo discutido é a dignidade da pessoa humana para os militares estaduais, preceito este fundamental previsto na Constituição Federal e não um motim contra o Governo. 

Os militares do Estado do Pará lutam por melhorias para a classe, pois possuem o pior salário do Brasil, bem como condições precárias de trabalho. 

Aduzem que para tanto, há exemplos de militares que fizeram greve em outros Estados (Ceará, Maranhão e outros) e nem por isso foram presos, e sim anistiados, tendo em vista o objeto da reivindicação.

O comando nacional de greve, realizado pela Associação Nacional das Praças do Brasil (Anaspra), que vem percorrendo vários estados, chega ao Pará na próxima terça-feira, 17. O comando local já está convocando a assembleia geral para o dia seguinte. O indicativo de greve no Estado é para a quinta-feira, 19*, caso o Governo não atenda as solicitações. 

*Fonte: Amazônia